quinta-feira, 4 de junho de 2015

Construção coletiva do plano de formação: Fase exploratória – conhecendo a escola

    Nessa fase de intervenção propriamente dita, apresento o levantamento de dados e informações sobre a Escola Estadual Dona Francisca Josina, situada no distrito da Serra do Cipó, município de Santana do Riacho, em Minas Gerais.
    Por intermédio de perguntas básicas sobre informações pertinentes à vida da comunidade escolar e com base nesses dados, elaboraremos um plano de formação com chances de ser melhor efetivado.
    A partir do contrato inicial firmado com a direção escolar, estendido à equipe docente, consideramos uma participação de todos os interessado que poderá acontecer em todos os momentos, cabendo modificações ao projeto, quando necessárias, considerando o tempo disponível, os resultados do que já foi e está sendo realizado e dos recursos disponíveis.
Partimos para as investigações necessárias:

Quem faz parte dessa escola?

Na E. E. Dona Francisca Josina contamos com a seguinte comunidade escolar:
Direção – 01 Diretora Escolar, 02 Vices-diretores, ambos com formação acadêmica compatível com os cargos ou funções, considerando os níveis de formação oferecidos na escola, de ensino fundamental compelto, de ensino médio, de educação de jovens e adultos ensino médio, de curso profissionalizante com aproveitamento do ensino médio.
Educadores(as): Todos aqueles professores necessários aos conteúdos existentes conforme base nacional comum e parte diversificada, equipe gestora, equipe de pedagogos, equipe da secretaria, equipe dos serviços gerais. O perfil sociocultural dos educadores é similar, estando situado entre a média de pessoas com formação de nível médio (a minoria) e formação acadêmica específica do conteúdo e ou formação pedagógica, com poder aquisitivo médio. Existem profissionais efetivos no cargo, outros contratados temporariamente, de fevereiro a dezembro. A carga horária de trabalho é de 24 horas semanais, no caso de professores,16 delas dedicadas à sala de aula e o restante ao planejamento das aulas. No caso dos pedagogos a carga horária é de 24 horas semanais, e para os demais, carga de 30 horas semanais, à exceção da diretora, com carga de 40 horas semanais. Para o trabalho docente, os professores precisam de no mínimo terem cursado a disciplina na formação acadêmica ou serem habilitados nela, sendo que na escola a maioria é de habilitados.


Estudantes: São moradores da própria comunidade, na sede do distrito ou na zona rural, geralmente sem outras perspectivas de formação além do que a escola oferece, mesmo considerando que a localidade é ponto turístico muito famoso. No quesito de aprendizagem, os indicadores da avaliação, tanto externa quanto interna da escola, são reconhecidamente bons. Alguns alunos apresentam matrícula flutuante, devido ao fato dos pais não pertencerem ao local, permanecendo tempo suficiente à temporadas de trabalho.
Comunidade: O perfil socioeconômico e cultural da comunidade é diverso, considerando que a localidade é visitada por turistas de todo o Brasil e até mesmo de muitas partes do mundo, sendo a localidade de boas condições de mobilidade, saúde, acesso a bens culturais etc.

Qual o perfil de uso pessoal e profissional das TDIC ?

A comunidade, em geral, composta dos alunos, seus pais, educadores, autoridades locais, quanto ao uso das TDIC, pode-se dizer que fazem uso no di-a-dia, porém o uso na própria escola é apenas inicial, apesar de já existente e ser bem preparada com sala de informática. No entanto, o uso das TDIC restringe-se aos educadores no que cabe, e bem pouco na ação pedagógica dos educadores para com o trabalho com os discentes, apesar de existir condições de acesso variados, na sala de informática, dispositivos móveis, em casa, etc.
Nas poucas atividades já realizadas com as TDIC, o uso foi realizado por meio de dispositivos móveis dos alunos e professores, sendo disponibilizado o uso dos computadores da sala de informatica e o wi-fi da escola
(registrar atividades Nilza)

Representações sobre a escola

A escola Dona Francisca Josina é percebida pelas pessoas que fazem parte dela de forma explicitamente boa. Significa para seus membros e para a comunidade em geral a porta de entrada para o mundo do conhecimento, da produção, do trabalho e do sucesso, estando plenamente satisfeitos com o trabalho nela desenvolvido e com seus profissionais. Os próprios docentes e discentes demonstram satisfação mútua, que pode ser observada nas relações cotidianas de sala de aula, bem como nos diversos projetos realizados na escola, em especial, em projetos de visita aos locais de pontos turísticos da região, os que mais mobilizam a comunidade escolar externa, alunos e professores das diversas disciplinas., citando como específico, o projeto denominado “Intercâmbio”.

Características do processo de gestão na escola

No relacionamento entre comunidade escolar, interna e externa, com a gestão escolar e seus processos, essa realizada sob acordos viáveis e variados, ancorados na boa gestão pedagógica exisitente, existe possibilidade de integração das TDIC, estando envolvidos equipe gestora, equipe de pedagogos, equipe de docentes. A equipe gestora abre as portas da escola e envolve a equipe de pedagogos que por sua vez envolve e assessora a equipe de docentes. A prática da reunião pedagógica de planejamento e de replanejamento pós avaliações já acontece na escola, de forma coletiva, com presença de docentes, discentes e seus responsáveis.

Características da integração das TDIC nas ações pedagógicas

Conforme observado na escola, professores e alunos possuem ótimas relações, obviamente existem problemas, mas pode ser percebido que docentes, em sua grande maioria, possuem o domínio de conhecimentos e de controle da turma. As dificuldades são pertinentes ao enfrentamento comum exsitente hoje, de forma mais acentuada que no passado, referente às gerações diferentes. O nível entre as práticas pedagógicas e o uso das TDICestá no primeiro estágio, mas com excelentes expectativas de ampliação do uso por parte de todos.
Parecer:
Considerando todos os dados coletados até aqui, e todos os diálogos já realizados, bem como esse diagnóstico inicial acima apresentado, considero as oportunidades e a viabilidade de execussão do Plano de Formação a ser elaborado com os profissionais da escola. Para tanto, já iniciamos um diálogo em torno dos objetivos e expectativas, bem como de sugestões preliminares ou diretrizes desse plano.


Eunice Ferreira de Figueiredo Eugênio

Metas de Aprendizagem na área das TDIC




Lendo as “Metas de Aprendizagem na área das TDIC”, conforme proposta de organização para a área das TDIC, construída por pesquisadores de Portugal, sob a coordenação do Prof. Fernando, constato que essas metas encontram-se organizadas em quatro áreas: Informação, Comunicação, Produção e Segurança.
Esse documento foi construído com a premissa de que “mais do que um currículo autônomo, "[...] estas metas constituam o referencial a considerar por cada professor na sua área específica, numa óptica de desenvolvimento global do aluno, permitindo-lhe compreender em que matérias, para que fins e como será adequado e pertinente mobilizar as TIC.” (COSTA et al, 2010).

Conforme encontro no próprio texto disponibilizado no AVC, muitos dos aspectos trazidos pelo professor Fernando já foram estudados, mas, de certo há esse em especial que ainda não estudamos e que é importante: a questão das TDIC no currículo escolar e o papel que atribuímos a elas.
Se, por um alado, os outros assuntos discorridos pelo Professor em sua entrevista, e no documento publicado, não se constituem em novidades nos nossos estudos e prática nas escolas, por outro lado, essa questão, em especial, constitui sim novidade.
Como operacionalizar a questão das TDIC no currículo escolar, sem massificar o tema. De minha parte, concordo com o consenso que as TDIC não devem assumir o status de uma disciplina isolada, com programa específico. Conforme o próprio Albuquerque destaca, precisamos estabelecer com clareza quais conhecimentos, competências e habilidades são importantes para a formação dos(as) jovens, e isso deve ser entendido como direitos de aprendizagem desses jovens.


A afirmativa é digna de aceitação:
Mesmo que entendamos as TDIC como “[...] um conjunto de conhecimentos e competências reconhecidamente importantes para a formação dos jovens, [...] estamos em crer que se trata de área que só terá a perder se remetida ao contexto fechado de uma disciplina e funcionando numa lógica disciplinar.” (COSTA, 2012, p. 18).
Concordo plenamente com o Prof. Costa, pois um trabalho com foco apenas na tecnologia não dá conta da complexidade das relações entre tecnologia, cultura e escola, visto que as TDIC possuem um caráter estruturante das ações pedagógicas em todas as disciplinas, mantendo com todas elas fronteiras complexas e ricas que ultrapassam a dimensão comunicativa, avançando sobre os próprios conteúdos disciplinares, uma vez que seus métodos e processos são por elas modificados.
Esse novo entendimento traz a necessidade de orientações curriculares mais precisas que deem conta de explicitar as mudanças e as ênfases necessárias a cada campo disciplinar na sua interseção com as TDIC.
De fato, muitos países já produziram padrões e diretrizes curriculares para as TDIC porque as percebem como um campo de conhecimento importante e que precisa ser sistematizado, porém aqui no Brasil, os documentos oficiais são pouco orientadores, suas menções às TDIC ainda são muito genéricas e o trabalho nas escolas está apenas começando, e de forma bem tímida.
Entendo que o documento produzido explicita a questão da formação de educadores na Cultura Digital quando não deixa dúvidas de que para haver a integração das TDIC nas Escolas, precisamos ter clareza do que professores(as) e alunos(as) precisam saber, ou, quais são os saberes necessários aos professores, às crianças e aos jovens.
Análisando uma das escolas em que trabalho, na qual venho desenvolvendo as experiências com a integração das TDIC, EE Dona Francisca Josina, situada no distrito da Serra do Cipó, no município de Santana do Riacho, em Minas Gerais, e comparando com o documento “Metas de Aprendizagem na área das TDIC”, conforme construíção dos pesquisadores de Portugal, sob a coordenação do Prof. Fernando, percebo que as metas Informação, Comunicação, Produção e Segurança estão, na verdade, iniciadas. Não posso dizer alcançadas, pois para isso seria necessário que os educadores já tivessem clareza de que saberes são necessários à integração das TDIC no currículo dos alunos de forma transversal, o que ainda não aconteceu, considerando que apenas iniciamos as ações na escola. Penso que para atingir essas metas, precisamos percorrer mais caminhos, tanto teóricos quanto práticos, o que pretendo fazer como formadora na escola citada, estendendo às outras escolas do setor.
Eunice Ferreira de Figueiredo Eugênio




Conceito de TPACK

Para o desenvolvimento da atividade 5 foi escolhido o núcleo específico do Plac 2, sob título “Aprender em rede na cultura digital”, que tem como objetivo que cada cursista realize, individualmente ou em grupo, práticas pedagógicas que integrem as TDIC em rede, envolvendo, assim, alunos e comunidade escolar.
Penso ser interessante apresentar um conceito de TPACK, a fim de dar melhor forma à análise.
Posso iniciar dizendo que apenas relatos e análises de casos e experiências, descrição de boas práticas, desenho e implementação de novas ferramentas por si só não resolvem a questão da integração das TDIC às práticas pedagógicas nas escolas. É necessário que os cursos de formação apresentem referências conceituais sobre o que professores e alunos precisam saber para ir além, para ter novos olhares para esses processos e contextos por meio de novas informações e de bases mais consistentes para as decisões que necessitam tomar, tornando possível a integração. É justamente o modelo TPACK que trata do que exatamente o professor deve saber para realizar essa incorporação das TDIC às suas práticas pedagógicas, em suas três dimensões primárias (conhecimentos: disciplinar, pedagógico, tecnológico) e desdobrando-se em quatro dimensões secundárias (pedagógico disciplinar, tecnológico disciplinar, pedagógico tecnológico, pedagógico-tecnológico-disciplinar).
Logo, não existe uma única solução proposta, mas uma maneira como o professor navega de forma flexível entre o pedagógico, o conteúdo e o tecnológico em suas interações complexas e com o contexto.
No núcleo específico do Plac 2, “Aprender em rede na cultura digital”, percebo a presença nítida em todos os momentos, da dimensão Pedagógica Tecnológica (PTK), nos diversos momentos em que propõe formas de organizar as interações e promover reflexões e metarreflexões dos sujeitos, pressupondo a presença de pedagogias abertas, interativas, flexíveis no tempo e espaço, adaptáveis aos contexto e que tem como centro a curiosidade dos alunos, pressupondo uma ação de conduzir o aluno ao conhecimento, utilizando as TDIC de forma contextualizada à realidade . Identifico a dimensão Pedagógico Disciplinar e Pedagógico Tecnológico durante os estudos em sequência e por intermédio das leituras complementares sugeridas, quando não apenas contempla o conduzir pedagógico usando as TDIC, mas com conhecimento disciplinar ao realizarem as atividades com TDIC exclusivas das áreas de conhecimento e ao mesmo tempo interdisciplinares, sem se perder pelo caminho, devido à presença da figura do planejamento.
Da análise realizada durante a leitura, com objetivo de identificar se dimensões do modelo TPACK estão presentes ou ausentes e, ainda, se as ausências estão justificadas dentro do contexto, dos objetivos e do público alvo do curso, considero que o núcleo específico se preocupou em trazer em si as dimensões PTK, PCK e TCK, concluo, portanto que houve presença do TPACK, e não ausência.


Eunice F de F Eugênio


GLOSSÁRIO (Conceitos e ideias-chaves – texto de Maria do Céu Roldão)




Função de ensinar – “[...] a especialidade de fazer aprender alguma coisa (a que chamamos currículo, seja de que natureza for aquilo que se quer ver aprendido) a alguém (o acto de ensinar só se actualiza nesta segunda transitividade corporizada no destinatário da acção, sob pena de ser inexistente ou gratuita a alegada acção de ensinar).” (ROLDÃO, 2005 p. 95).


Processo de mediação na função de ensinar“Saber produzir essa mediação não é um dom, embora alguns o tenham; não é uma técnica, embora requeira uma excelente operacionalização técnico-estratégica; não é uma vocação, embora alguns a possam sentir.” (ROLDÃO, 2007 p. 102). A ação docente requer conhecimentos específicos, exigentes e complexos.

Características dos conhecimentos específicos da profissão docente – Roldão (2007) afirma que um primeiro aspecto é sua natureza compósita, resultante da influência de saberes de várias naturezas que se transformam e recriam-se mutuamente, tais como os conhecimentos disciplinar, pedagógico, experiencial, curricular, contextual, cultural etc.


Componentes improvisativos e criadores no saber docente – Além de um rigoroso domínio de muito saber técnico (como fazer), o saber do(a) professor(a) exige também o domínio de componentes improvisativos e criadores frente ao contexto diário. Esse saber improvisativo e criador precisa dar-se em concomitância com análises e meta-análises que permitam criar sentidos e novas potencialidades para a ação.


Singularidade e imprevisibilidade no saber docente – O saber docente, pela singularidade e imprevisibilidade das situações cotidianas, requer questionamentos permanentes das ações práticas, dos conhecimentos e das experiências anteriores, possuindo uma natureza mobilizadora de saberes prévios e de capacidades cognitivas criativas.


Comunicabilidade e circulação do saber docente: teoria e prática – Finalmente, a construção de um conhecimento profissional docente implica comunicabilidade e circulação. Será talvez esta a dimensão que mais afasta, na realidade dominante das práticas actuais de ensino, os docentes da posse de um conhecimento profissional pleno, na medida em que a acentuação da representação da vertente prática do conhecimento docente tem sublinhado as componentes tácitas de conhecimento que de facto a integram. Mas sobre esse conhecimento tácito importa saber exercer, pela meta-análise referida, a desconstrução, desocultação e articulação necessárias à sua passagem a saber articulado e sistemático, passível de comunicação, transmissão, discussão na comunidade de pares e perante outros, sem o que o seu desenvolvimento resulta impossível ou diminuto, perdendo-se infindáveis energias e progressos relevantes do conhecimento produzido pelos docentes, por força desta limitação, muito forte na classe, e explicável entre outros factores, pelo praticismo que historicamente se associou à representação social do professor.” (ROLDÃO, 2007, p. 101).


"Aprende-se e exerce-se na prática, mas numa prática informada, alimentada por velho e novo conhecimento formal, investigada e discutida com os pares e com os supervisores – ou, desejavelmente, tudo isto numa prática colectiva de mútua supervisão e construção de saber inter pares." (ROLDÃO, 2005).

Jovens de nossas escolas: criadores de cultura e parceiros nos percursos de aprendizagem

Jovens de nossas escolas: criadores de cultura e
parceiros nos percursos de aprendizagem


Considerações iniciais
É certo que a música é uma das expressões culturais mais importantes na construção das identidades dos(as) jovens. Com as TDIC, o acesso a estilos e fontes de diferentes ritmos e gêneros em escala mundial foi ampliado, favorecendo também uma explosão de criatividade.
Com o objetivo de criar estratégias que fomentem o reconhecimento dos(as) jovens como criadores(as) da diversidade cultural que permeia o espaço escolar e, a partir disso, dar-lhes papéis mais ativos no planejamento e desenvolvimento dos projetos para a integração das TDIC, em parceria com professores(as) e gestores(as) da EE Dona Francisca Josina, situada no distrito da Serra do Cipó, município de Santana do Riacho, convidamos os vice-diretores da escola para trabalhar no planejamento de atividades a serem realizadas por professores(ras) com seus(suas) alunos(as) dos 8º, 9º anos do ensino fundamental, 1º, 2º e 3º anos do ensino médio, da educação de jovens e adultos e do curso técnico na escola.
Desenvolvimento
Na primeira parte da atividade, o convite é para que os(as) alunos(as) planejem estratégias para selecionar e compartilhar músicas que crianças e jovens da escola gostam de ouvir ou que sejam compostas por eles(as) mesmos(as), como acontece em muitas escolas. Por sugestão da vice-diretora Nilza, será disponibilizada a gravação do hino da escola composta pela diretora Josefina em parceria com o vice-diretor Gilson, interpretada pelo própria vice, já conhecida e admirada por todos os alunos da escola. Ess acesso poderá ser feito por meio de celulares, smartphones, tablets e outras plataformas digitais. A ideia básica é que as ferramentas digitais móveis possam ser utilizadas em sala de aula e, com isso, se adquiram uma dimensão propriamente ligada às técnicas de investigação e pesquisa colaborativas realizadas entre professor(a) e alunos(as).
Será utilizado o recurso do blogger da escola, recentemente reativado, o qual permite reunir todos os vídeos e manter o diálogo em torno de ritmos, sonoridades, manifestações estéticas dos estilos musicais etc, manifestados pelos alunos através do compartilhamento realizado e das postagens comentadas no blogger, com as devidas e necessárias intervenções dos professores, com vistas à segunda parte da atividade.
A segunda parte da atividade está orientada a fazer uma releitura dessas músicas com os(as) alunos(as), construindo narrativas que permitam estabelecer outras perspectivas sobre elas. Apresentei como sugestão que os(as) estudantes escolham uma das músicas e compartilhem suas análises e seus comentários em torno das questões sugeridas (novamente, por sugestão da vice-diretora Nilza, será sugerido aos alunos que compartilhem suas análises e comentários no blogger da escola sobre o hino da escolae aquela música mais compartilhada pelos alunos).
  1. Qual o contexto histórico em que tal música/letra foi escrita? Como esse contexto dialoga com a música em questão?
  2. Que relações existem entre a música/letra e o seu cotidiano, isto é, em que medida essa composição consegue representar situações vividas por você (estudante)?
  3. Quais outras perguntas você poderia formular que lancem novos olhares para essas manifestações culturais?
Considerações finais
A partir dos resultados das atividades, os(as) professores(as) poderão ter subsídios e argumentos para mobilizar estratégias que facilitem mudanças de atitude em relação às preferências estéticas de seus(suas) alunos(as) e serão capazes também de trabalhar com eles(as) no planejamento e desenvolvimento dos projetos de aprendizagem.
Como formador(a) estou realizando o acompanhamento do(da) professor(a) e de seus(suas) alunos(as) para oferecer-lhes orientações e suporte, bem como registrando e analisando todo o processo.

Os Jovens e a Expressão Musical

Os jovens e a expressão musical

O universo musical analisado pode ser uma via de acesso às culturas juvenis e aos seus meios de expressão, por representarem uma nova forma de viver, distante daquela ensinada pelos pais, família, líderes sociais de modo geral etc. No caso das músicas escolhidas, “Defeito Perfeito” do grupo musiscal “Nação Zumbi” e “Baracunatana” do grupo musical “Aterciopelados”, podemos perceber essa caracterísitica saltar.
A música Defeito Perfeito, a meu ver, sugere que não é provável encontrar o príncipe encantando ou a princesa, como somos preparados a encontrar durante nossa formação. Isso fica claro quando cantam expressões como “nada é como se quer, nada é como se espera, o mesmo que você vê no seu espelho é o que sempre vejo e nunca vai mudar, vai ser sempre do jeito que é”, e “à queima-roupa ninguém fica inteiro”. Já a música Baracunatana propõe e mostra o desarranjo, o desalinho da compostura de alguém desejado, embora rejeitado, desdenhado e ao mesmo tempo no foco do querer.
Essas verdades cantadas, na minha opinião, informam que os jovens desejam isso, são mais autênticos e assumem isso ao se exporem de tal forma. Então, obviamente que outros modos de viver e encarar a vida serão observados na escola, local onde os jovens passam boa parte de seu tempo, onde se manifestam de forma mais clara e livre, basta observar a vida que levam, ou que até mesmo ostentam nos grupos sociais comuns a cada faixa etária.


DEFEITO PERFEITO – NAÇÃO ZUMBI

De perto
A cor é outra
Se enxerga inteiro
O defeito aparece
E bem diferente
Nada é como se quer

De perto
A cor e outra
Se sente o cheiro
O defeito aparece
E bem diferente
Nada e como se espera

Eu lhe quero assim
Desse jeito
Não pense que você é o primeiro
A pensar desse jeito

Alguém já deve ter pensado
Igual em algum outro lugar
O mesmo que você vê no seu espelho
É o que eu sempre vejo
E nunca vai mudar

Vai ser sempre do jeito que é
Seu defeito pra mim é perfeito
De perto
À queima roupa
Ninguém fica inteiro
Estilhaço aparece
É bem diferente
Nada é como se quer

De perto a guerra e outra
Ninguém fica inteiro
Tu desaparece
É bem diferente
Nada é como se espera

Eu lhe quero assim desse jeito
Seu defeito pra mim é perfeito

BARACUNATANA - ATERCIOPELADOS

No llevo para mi casa
Una mujer baracunatana
Porque pueden pensar
Que estoy loco locolocolo
Anoche te ví
Había otro que te chequeaba
Montaste su moto
Te brindó chicle tambien galleta
Prendió su motoneta
Y te marchaste con el mono
Del jean el overol y la chaqueta

Lalalala lalalala
Por eso tu eres garulla retrechera
Abeja bergaja fulera guaricha
Baracunatacucharami
Baracunata baracunatana
Y con el mono de la moto
Eran 9 que tenía
Y le ponían serenata

Lalalala lalalala
Por eso tu eres garulla retrechera
Abeja bergaja fulera guaricha
Garosa morronga farisea gorzobia...

Si señora


terça-feira, 28 de abril de 2015

Projeto "Uso das TDIC Vinculadas aos Conteúdos das Áreas Específicas"

Organização e Realização da Experiência de Uso das TDIC Vinculadas aos Conteúdos das Áreas Específicas
No caso pensado, de exploração de um ambiente que seja de acesso e uso comum aos professores, alunos, pais, especialistas da educação, direção, inspeção escolar e pessoal do NTE, o objetivo é de tornar possível e melhor o uso das TDIC nas escolas estaduais das quais sou responsável pela inspeção escolar. Tratam-se de escolas localizadas em locais de difícil acesso, mais pela distância do que pelas vias de acesso, e tmbém sendo considerado ponto de escasso sinal de internet. Na verdade, nesse caso, não se trata de vinculação do uso das TDIC a algum conteúdo especificamente, considerando que não sou professora de conteúdo, mas de forma indireta atenderá esse objetivo também, visto que serão envolvidos diversos atores da escola, comunidade interna e externa, com vistas ao tema.

Logo, Objetivos:
  1. tornar possível e melhor o uso das TDIC nas escolas estaduais das quais sou responsável pela inspeção escolar;
  2. de forma indireta, vinculação do uso das TDIC aos conteúdos dos currículos]
Pensando na organização e nos possíveis caminhos a serem percorridos para a realização, após a definição dos objetivos, lanço foco par o que pretendo investigar:
  1. Porque não está a escola formando para a vida digital, insistindo no uso tão somente de materiais tradicionais, chegando ao ponto de proibir o uso das tecnologias mais comuns que chegam às mãos dos alunos, como o celular, máquinas fotográficas, etc, ao invés de incentivá-las e direcionar o uso, aproveitando os interesses do próprios discentes?
Atores envolvidos no processo:
Professores, alunos, pais, especialistas da educação, direção, inspeção escolar das escolas do setor sob minha responsabilidade de inspeção, pessoal do NTE vinculados às SRE/SEE e usuários da internet.
Definindo materiais necessários:
Laboratórios de informática de cada uma das escolas, bem como celulares dos envolvidos, câmeras de filmagem e fotografias, entre outros, tais como ipad, leptop etc.
Cronograma de realização das atividades:
  1. A experiência inicial será executada na próxima semana (22 a 24 de abril de 2015);
  2. A avaliação do progresso e das dificuldades será realizada até dia 27/04/2015;
  3. O registro final e conclusivo da experiência vivenciada será realizado até dia 11/05/2015.
Obs. Os trabalhos demandarão um encontro para cada ação e será realizado em parceria com as quatro escolas envolvidas – EE Intendente Câmara (ens. fundamental anos finais e ensino médio)e EE Cardeal Mota (ensino fundamental anos iniciais), do municipio de Morro do Pilar; EE Dona Francisca Josina (ensino fundamental completo e ensino médio de jovnes e adultos e profissionalizante), no distrito de Cardeal Motta na Serra do Cipó em Santana do Riacho, e EE Deputado Emílio de Vasconcelos do município de Santana do Riacho Sede, de ensino médio regular, de jovens e adultos e profissionalizante.

O que será realizado nos encontros e como será realizado?
  1. No primeiro encontro será realizada a construção da página de acesso aos envolvidos, bem como divulgação da mesma e de seus objetivos à comunidade escolar. A construção será feita por representantes dos atores diversos envolvidos, incluindo minha pessoa, no laboratório de informática de uma escola que será polo para a ação: EE Dona Francisca Josina.
  2. Do segundo encontro em diante será realizado o desenvolvimento das ações a que se propõe a página, sob forma de monitoramento por uma equipe de apoio, ou dos representantes que já atuaram no primento momento, incluindo obviamente a minha pessoa.
  3. Desde o primeiro encontro haverá meu trabalho individual, combinado com o trabalho da equipe.

Acompanhamento e registro:
Com foco no meu tema de pesquisa, tornarei comum a sugestão de roteiro de acompanhamento disponibilizada no AV e faremos os registros, de forma distribuída, envolvendo os diversos atores, sob minha orientaçõ direta.